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 TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO.

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VICTOR PASSOS
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MensagemAssunto: TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO.   Qua Mar 12, 2008 4:07 am



TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO.

REVISTA ESPÍRITA
Jornal de Estudos Psicológicos
publicada sobre a direção de Allan Kardec


1858 – 2008


150 anos

outubro de 1864


Meu fantástico.

Sob este último título, lê-se na Presse littérairede 15 de março de 1854, o artigo seguinte, assinado por Émile Deschamps:

"Se o homem não crê senão no que compreende, não creria nem em Deus, nem em si mesmo, nem nos astros que rolam sobre sua cabeça, nem na erva que pisa sob os pés. "Milagres, profecias, visões, fantasmas, prognósticos, pressentimentos, coincidências sobrenaturais, etc., que é preciso pensar disto tudo? Os espíritos fortes disso saem com duas palavras: mentira ou acaso', não pode ser mais cômodo. As almas supersticiosas disso se livram, ou antes, disso não se livram. Prefiro de muito estas almas àqueles espíritos. Com efeito, é preciso ter da imaginação para que se possa tê-lo doente; ao passo que basta ser eleitor e assinante de dois ou três jornais industriais para sabê-lo tão longo e nisso crer tão pouco quanto Voltaire. E depois, gosto mais da loucura do que da insensatez, da superstição do que da incredulidade; mas o que prefiro a tudo, é a verdade, a luz, a razão; eu as procuro com uma fé viva e um coração sincero; examino todas as coisas, e tomei a decisão de não ter partido tomado por nada

'Vejamos: Que! o mundo material invisível é obstruído de impenetráveis mistérios, de fenômenos inexplicáveis, e não se gostaria que o mundo intelectual, que a vida da alma, que se prende já a um milagre, tivesse também seus fenômenos e seus mistérios! Por que tal bom pensamento, tal fervorosa prece, tal outro desejo, não teriam o poder de produzir ou de chamar certos acontecimentos, bênçãos ou catástrofes? Por que não existiriam causas morais, como existem causas físicas, das quais não se dão conta? E por que os germes de todas as coisas não estariam depositados e fecundados na terra do coração e da alma para eclodirem mais tarde sob a forma palpável dos fatos? Ora, quando Deus, em raras circunstâncias, e para alguns de seus filhos, dignou-se levantar um canto do véu eterno, e difundir sobre sua fronte um raio fugidio da luz da presciência, guarde- mo-nos de gritar ao absurdo e de blasfemar assim a luz e a própria verdade.

"Eis uma reflexão que faço freqüentemente: Foi dado aos pássaros e a certos animais prever e anunciar a tempestade, as inundações, os tremores de terra. Todos os dias os barômetros nos dizem o tempo que fará amanha; e o homem não poderia, por um sonho, uma visão ou sinal qualquer da Providência, ser advertido algumas vezes de qualquer acontecimento futuro que interesse à sua alma, à sua vida, à sua eternidade? O espírito não tem, pois, também sua atmosfera da qual possa sentir as variações? Enfim, qualquer que seja a miséria do maravilhoso neste século muito positivo, haveria ainda encanto e utilidade a isso retratar, se todos aqueles que nisso refletissem fracas luzes reportassem a um foco comum todos esses raios divergentes; se cada um, depois de ter conscienciosamente interrogado suas lembranças, redigisse com boa-fé, e depositasse em alguns arquivos, o relatório circunstanciado do que sentiu, do que lhe adveio de sobrenatural e de miraculoso. Talvez um dia se encontrasse alguém que, analisando os sintomas e os acontecimentos, viesse a recompor em parte uma ciência perdida. Em todo o caso, comporia um livro que lhe valeria muitos outros.

"Quanto a mim, sou aparentemente o que se chama um assunto, porque tive de tudo isso em minha vida, tão obscura aliás; e venho o primeiro depositar aqui o meu tributo, persuadido de que essa visão interior tem sempre uma espécie de interesse. Todo o pequeno maravilhoso que vos dou, leitores, verificou-se na minha vida real; desde que sei

ler, tudo o que me chega de sobre-natural, eu o consigno sobre o papel. São memórias de um gênero singular.
"No mês de fevereiro de 1846, eu viajava pela França; cheguei a uma rica e grande cidade, ia passear diante dos belos magazines, os quais ela tem muito. A chuva começou a cair; abriguei-me numa elegante galeria; de repente eis-me imóvel; meus olhos não podiam se desligar da figura de uma jovem, inteiramente só atrás de uma vitrina de peque- nas jóias. Essa jovem era muito bela, mas não era a sua beleza que me prendia ali. Não sei que interesse misterioso, que laço inexplicável dominava todo o meu ser. Era uma simpatia súbita e profunda, livre de qualquer mistura sensual, mas de uma f orça irresistível, como o desconhecido em todas as coisas. Fui impelido como uma máquina na loja por uma força sobrenatural. Eu comprava alguns pequenos objetos que paguei, dizendo: Obrigado, senhorita Sara. A jovem me olhou com ar um pouco surpreso. -Isto vos espanta, retomei, que um estranho saiba o vosso nome, um de vossos pequenos nomes; mas se quiserdes pensar atentamente em todos os vossos nomes, eu vo-los direi sem hesitar. Pensai nisso? - Sim, senhor, respondeu ela, metade rindo e metade tremendo. - Pois bem! continuei, olhando-a fixamente na testa, vos chamais Sara, Adèle, Benjamine N...- É verdadeiro, replicou ela; e depois de alguns segundos de estupor, ela se pôs a rir completamente, e vi que ela pensava que eu tivera essas informações na vizinhança, com o que me divertia. Mas eu, que sabia bem que disso não sabia uma palavra, fiquei assustado com essa adivinhação instantânea.

"No dia seguinte, e muitos dias seguintes, corri à bela loja; minha adivinhação se renovava a todo momento. Pedia-lhe para pensar em alguma coisa, sem ma dizer, e quase em seguida lia sobre sua fronte esse pensamento não explicado. Pedia-lhe para escrever algumas palavras com um lápis mas escondendo, e, depois de tê-la olhado um minuto, escrevi de minha parte as mesmas palavras na mesma ordem. Eu lia em seu pensamento como num livro aberto, e ela não lia no meu: eis a minha superioridade; mas ela me impunha suas idéias e suas emoções. Que ela pensasse seriamente nesse objeto; que ela repetisse nela mesma as palavras desse escrito, e súbito eu adivinhava tudo. O mistério estava entre o seu cérebro e o meu, não entre minhas faculdades de intuição e as coisas materiais. O que quer que seja, tinha-se estabelecido entre nós dois uma relação tanto mais íntima quanto mais pura.

"Uma noite, ouvi em meu ouvido uma voz forte que me gritava: Sara está doente, muito doente! Corri à sua casa; um médico a velava e atendia uma crise. Na véspera à noite Sara tinha reentrado com uma febre ardente; o delírio continuou toda a noite. O médico me tomou à parte, e me fez entender que temia muito. Dessa posição eu via inteira- mente a fronte de Sara, e minha intuição o trazendo sobre minha própria inquietude: Doutor, disse-lhe baixinho, quereis saber de que imagem seu fervente sono está ocupado? Ela se crê neste momento na grande Ópera de Paris, onde jamais foi, e uma dançarina corta, entre outras ervas, uma planta de cicuta, e a atira exclamando: É para ti. O médico me acredita em delírio. Alguns minutos depois a doente despertou pesadamente, e suas primeiras palavras foram: "Oh! como é bela a Ópera! mas por que, pois, esta cicuta, que me atira esta bela ninfa? "O médico ficou estupefato. Uma poção onde entrava a cicuta foi administrada a Sara, que se achou curada em alguns dias."


continua
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MensagemAssunto: TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO.   Qua Mar 12, 2008 4:13 am

Os exemplos de transmissão de pensamento são muito freqüentes, não talvez de maneira tão caracterizada como no fato acima, mas sob formas diversas. Quantos fenômenos se passam assim diariamente sob nossos olhos, que são como os fios condutores da vida espiritual, e aos quais, no entanto, a ciência não se digna conceder a menor atenção! Aqueles que os repelem certamente não são todos materialistas; muitos admitem uma visão espiritual, mas sem relação direta com a vida orgânica. O dia em que essas relações forem reconhecidas como lei fisiológica, ver-se-á se cumprir um imenso progresso, mas só então a ciência terá a chave de uma multidão de efeitos misteriosos em aparência, que ela prefere negar por falta de poder explicá-los à sua maneira e com os seus meios limitados às leis da matéria bruta.

  • Ligação íntima da vida espiritual e da vida orgânica durante a existência terrestre;
  • destruição da vida orgânica e persistência da vida espiritual depois da morte; a ação do fluido perispiritual sobre o organismo;
  • reação incessante do mundo invisível sobre o mundo visível e reciprocamente:
tal é a lei que o Espiritismo vem demonstrar e que abre à ciência e ao homem moral horizontes inteiramente novos.




Por qual lei da fisiologia puramente material poder-se-ia explicar os fenômenos do gênero daquele relatado acima? Para que o Sr. Deschamps pudesse ler tão nitidamente no pensamento da jovem, seria preciso entre ela e ele um intermediário, um laço qualquer. Que se queira bem meditar o artigo precedente, e se reconhecerá que esse laço não é outro senão a irradiação fluídica que dá a visão espiritual, visão que não é detida pelos corpos materiais.




Sabe-se que os Espíritos não têm mais necessidade da linguagem articulada; eles se compreendem sem o recurso da palavra, tão só pela transmissão do pensamento, que é a língua universal. Assim ocorre algumas vezes entre os homens, porque os homens são os Espíritos encarnados, e gozam por essa razão, num grau mais ou menos grande, dos atributos e das faculdades do Espírito.




Mas, então, por que a jovem não lia de seu lado no pensamento do Sr. Deschamps? Por que num a visão espiritual estava desenvolvida, e no outro não; segue-se que ele pôde tudo ver, ler nos espelhos espirituais, por exemplo, ou ver à distância à maneira dos sonâmbulos? Não, porque sua faculdade podia não estar desenvolvida senão num sentido especial, e parcialmente. Poderia ler com a mesma facilidade no pensamento de todo o mundo? Ele não o disse, mas é provável que não; porque pode existir de indivíduo a indivíduo relações fluídicas que facilitam essa transmissão, então que não existem do mesmo indivíduo a uma outra pessoa. Não conhecemos ainda senão imperfeitamente as propriedades desse fluido universal, agente tão poderoso e que desempenha um tão grande papel nos fenômenos da Natureza; conhecemos o princípio, e isso já é muito para nos dar conta de muitas coisas; os detalhes virão a seu tempo.




O fato acima tendo sido comunicado à Sociedade de Paris, um Espírito deu a esse respeito a instrução seguinte:


(Sociedade Espírita de Paris, 8 de julho de 1864. - Médium, Sr. A. Didier.)




Os ignorantes, e deles há muitos, ficam cheios de dúvida e de inquietação quando ouvem falar dos fenômenos espíritas. A crer neles, a face do mundo está transtornada, a intimidade do coração, dos sentimentos, a virgindade do pensamento são lançados através do mundo e entregues à mercê de qualquer um. O mundo, com efeito, estaria singularmente mudado, e a vida privada não teria mais abrigo atrás da personalidade de cada um, se todos os homens pudessem ler no espírito uns dos outros.




Um ignorante nos disse com muita ingenuidade: Mas a justiça, as perseguições de polícia, as operações comerciais, governamentais, poderiam ser consideravelmente revistas, corrigidas, esclarecidas, etc., com a ajuda desses procedimentos. Os erros estão muito difundidos. A ignorância tem isso de particular que faz esquecer completamente o objetivo das coisas para lançar o espírito inculto numa série de incoerências.




Jesus tinha razão em dizer: "Meu reino não é deste mundo," o que significa também que neste mundo as coisas não se passam como em seu reino. O Espiritismo que, em tudo e por tudo, é o espiritualismo do cristianismo, pode igualmente dizer aos ambiciosos e aos terroristas ignorantes, que seu grande objetivo não é dar pedaços de ouro a um, de entregar a consciência de um ser fraco à vontade de um ser mais forte, e de ligar juntos a força e a fraqueza num duelo eterno inevitável e censurado; não. Se o Espiritismo proporciona gozos, são os da calma, da esperança e da fé; se adverte algumas vezes por pres- sentimentos, ou pela visão adormecida ou desperta, é que os Espíritos sabem perfeitamente que um fato seguro e particular não transtornará a superfície do globo. De resto, se se observa a marcha dos fenômenos, o mal tem aí uma parte muito mínima. A ciência funesta parece relegada nos livros velhos dos velhos alquimistas, e se Cagliostro retornasse isso não seria certamente armado da varinha mágica ou da garrafa encantada que ele aparecia, mas com a sua força elétrica, comunicativa, espiritualista e sonambúlica, força que todo ser superior possui em si mesmo e que toca ao mesmo tempo o coração e o cérebro.




A adivinhação era o maior dom de Jesus, como eu o disse recentemente (o Espírito fazia alusão a uma outra comunicação). Estando destinados a se tornarem superiores, como Espíritos, pecamos a Deus uma parte dos raios que concede a certos seres privilegiados, que ma concedeu a mim mesmo, e que pude distribuir mais santamente.





MESMER.


continuação


Nota.Não há uma única das faculdades concedidas ao homem da qual não possa abusar em virtude de seu livre arbítrio; não é a faculdade que é má em si, é o uso que dela se faz. Se os homens fossem bons, não haveria nenhuma delas a temer, porque ninguém delas se serviria para o mal. No estado de inferioridade em que os homens ainda estão na Terra, a penetração do pensamento, se ela fosse geral, seria sem dúvida uma das mais perigosas, porque se tem muito a esconder, e muitos podem abusar. Mas quaisquer que sejam os inconvenientes, se ela existe, é um fato que precisa ser aceito de bom ou malgrado, uma vez que não se pode suprimir um efeito natural. Mas Deus, que é soberanamente bom, mede a extensão dessa faculdade à nossa fraqueza; no-la mostra, de tempos em tempos, para melhor nos fazer compreender a nossa essência espiritual, e nos advertir para trabalhar pela nossa depuração para não termos do que temer.
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MensagemAssunto: Tramissão de pensamento   Qua Mar 12, 2008 4:14 am








MESMER.





Nota. Não há uma única das faculdades concedidas ao homem da qual não possa abusar em virtude de seu livre arbítrio; não é a faculdade que é má em si, é o uso que dela se faz. Se os homens fossem bons, não haveria nenhuma delas a temer, porque ninguém delas se serviria para o mal. No estado de inferioridade em que os homens ainda estão na Terra, a penetração do pensamento, se ela fosse geral, seria sem dúvida uma das mais perigosas, porque se tem muito a esconder, e muitos podem abusar. Mas quaisquer que sejam os inconvenientes, se ela existe, é um fato que precisa ser aceito de bom ou malgrado, uma vez que não se pode suprimir um efeito natural. Mas Deus, que é soberanamente bom, mede a extensão dessa faculdade à nossa fraqueza; no-la mostra, de tempos em tempos, para melhor nos fazer compreender a nossa essência espiritual, e nos advertir para trabalhar pela nossa depuração para não termos do que temer.
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