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 Ferdinando e Leonardo

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VICTOR PASSOS
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Localização : PORTUGAL

MensagemAssunto: Ferdinando e Leonardo   Qua Fev 27, 2008 3:42 am

Ferdinando e
Leonardo

(Continente
Imaginário – Rita Foelker)

Ferdinando
Leão, o Rei dos Animais, era um governante sábio e bondoso, como todo governante
deveria ser. Gostava de passear pelos quatro cantos do seu reino: o reino da
selva. E, porque muito se interessava pelo bem estar de seus governados,
costumava sair, logo cedo, de sua toca real, para visitar as famílias de João
Tigre, de Sebastião Hipopótamo, de Geraldo Girafa, etc. e não se esquecia das
formigas que, apesar de pequenas, eram excelentes trabalhadoras e mereciam toda
a sua real atenção.
Num de seus passeios, Ferdinando leão caminhava lenta
e majestosamente pela trilha de terra, quando ouviu um pedido de ajuda. Só podia
ser de Leonardo Ratinho, metido de novo em alguma enrascada. De onde vinham os
gritos? Não foi muito difícil localizar o pequenino, dentro de um buraco de uns
quarenta centímetros de profundidade, à beira do caminho.
Para Leonardo
Ratinho, o buraco parecia uma imensidade. Sem ajuda, ele jamais conseguiria
sair. Mas para Ferdinando, foi muito fácil enfiar sua grande pata dianteira na
abertura e puxar o amiguinho, que saiu ainda tremendo e suando; agradeceu,
agradeceu, agradeceu e foi cuidar de sua vidinha de rato.
Quando
Ferdinando Leão chegou à Grande Clareira, no centro da Selva, já se falava do
ocorrido. A notícia andou mais rápido que ele.
- onde já se viu, socorrer
o Leonardo Ratinho? – Era este o comentário geral.
- Ajudar aquele bicho
repelente! – falou Geneuba Girafa, espichando o pescoço.
- Dentuço! –
ajuntou Aristóteles Tartaruga, mostrando o sorriso “banguela”.
- E
transmissor de doenças! – resmungou João Tigre, com o canto da boca, pois não
podia parar de lamber suas limpas patas.
Ferdinando simplesmente passou
em silêncio. No fundo, no fundo, sabia ter feito a coisa certa. Leonardo
Ratinho, apesar da má fama, era também criatura de Deus. Se Deus fez os
ratos, devia ter lá suas razões (embora nem Ferdinando entendesse que razões
seriam estas...)
E, se transmitia doenças – o que é verdade – nem era
culpa sua. Não fazia por querer. Logo, não podia ser castigado.
O Leão
continuou andando, pensando no delicioso almoço que o esperava, quando foi
apanhado numa rede. Uma destas armadilhas dos homens. Curioso: era um animal tão
belo, grande, forte, valente e respeitado – era um verdadeiro Rei – e ali
estava, preso como uma caça qualquer.
Ferdinando logo entendeu que não
haveria salvação para ele. Podia acontecer com qualquer um. Aconteceu com ele.
Nem mesmo bichos grandes e fortes conseguiam escapar da sanha de certos
indivíduos. Mas ainda devia cumprir um último dever para com seus governados.
Precisava nomear um sucessor, antes de ser levado para o circo, ou para o
zoológico.
Chamou Júlia Pomba, que ia passando, e mandou avisar os
animais. Todos vieram depressa, cercando a incômoda rede que prendia Ferdinando
Leão. Não se conformavam com a situação, mas ninguém tinha idéia do que fazer. A
família Leão entrou em pânico.
Geneuba Girafa tentou desamarrar os nós da
corda que prendiam a rede, mas acabou foi dando um nó no próprio pescoço.
Aristóteles Tartaruga bem que desejaria fazer algo, mas ainda não tinha
conseguido chegar. João Tigre olhava para a rede e logo desviava os olhos,
porque tinha nojo das coisas feitas pelos seres humanos.
Foi quando,
entre as patas de Dino Rinoceronte, surgiu o pequeno Leonardo Ratinho, agitando
timidamente os seus bigodes. Diante do olhar espantado de todos (como é que um
rato tinha coragem de se intrometer num momento tão solene?), Leonardo Ratinho
foi até a rede e começou a roê-la. Assim, abriu um buraco enorme e Ferdinando se
libertou sem esforço.
Todos os animais ficaram boquiabertos, sem saber o
que pensar ou dizer. As aves ficaram “bicoabertas” de admiração. Ferdinando Leão
agradeceu Leonardo Ratinho, por lhe ter devolvido a liberdade. Todos os bichos
agradeceram Ratinho, por lhes ter devolvido o seu amado Rei. E todo mundo,
depois daquele dia, tratou Leonardo com mais consideração.
(Continente
Imaginário – Rita Foelker - respeite o texto e sua autoria)
Um desenho para
você colorir:)
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